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JANEIRO BRANCO: A vida pede equilíbrio!



O Mês de janeiro, por ser o primeiro mês do ano, muitas vezes é visto como uma página em branco, uma nova oportunidade de reescrever nossa história, recomeçar. Pensando nisso, o mês foi escolhido por profissionais da área da psicologia de Uberlândia, Minas Gerais, em 2014, para ser o mês de conscientização sobre o cuidado com a saúde mental. O lema da campanha Janeiro Branco este ano é “a vida pede equilíbrio”.


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, somente no Brasil, cerca de 18,6 milhões de pessoas sofrem de ansiedade, o que coloca o país no topo do ranking mundial. Cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão, um total de 11,5 milhões de pessoas. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo índice atinge 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.


Foto de Andrea Piacquadio: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-de-homem-segurando-oculos-pretos-3760137/


Os números são preocupantes, e a necessidade de trabalharmos o tema se torna cada vez mais explícita. A saúde mental fragilizada está associada a rápidas mudanças sociais, convívio em ambientes estressantes, discriminação de qualquer tipo, risco de violência, e violação de direitos ou dignidade individual.


Estar consciente de si mesmo e das situações e ambientes que lhe prejudicam, pode ser essencial para que uma determinada aflição não evolua para um sofrimento maior. Devemos sempre nos manter atentos e avaliar nossa influência no bem-estar daqueles que convivem conosco diariamente também.


O ser humano é um ser sociável, que busca desde o início dos tempos, se unir em grupos para garantir sua sobrevivência e bem-estar. Essas relações são essenciais para entendermos o mundo à nossa volta, e nos auxiliam a desenvolver nossa visão sobre ele. Já ouviu aquele ditado “Nós somos o compilado das quatro pessoas mais próximas de nós?” É bem por aí.


Quando nossas relações são formadas apenas por indivíduos cuja visão de mundo é reativa e marcada por ciclos de violência, não é difícil nos deixarmos afetar por esse ponto de vista. Por isso a importância de construímos e apoiarmos a construção de relações saudáveis.



Destaca-se aqui a palavra “construir”, pois ninguém nasce emocionalmente estável, sabendo de tudo sobre saúde mental ou o necessário para alcança-la, são coisas que aprendemos com aqueles ao nosso redor, com a vida, com nossos erros. E o apoio daqueles que nos rodeiam é indispensável para que possamos aprender, trocar ideias, discutir ideais, principalmente quando o assunto é saúde mental.


Os erros são necessários para entendermos a melhor forma de agir. Devemos trabalhar nosso interior para que sejamos alguém que incentiva o outro a melhora, e não aquele que o cobra, desmotiva ou julga. Nosso ponto de vista nem sempre é o correto, por isso a importância da diversidade dentro de nossas redes de apoio, precisamos de pessoas com opiniões diferentes para nos mostrar caminhos que não pensaríamos sozinhos, mas que podem ser a melhor opção.

A vida é uma troca, e quanto mais próximos do equilíbrio estivermos, melhor viveremos.

Isso se encaixa muito bem ao ambiente do trabalho também. Por vezes ao aceitarmos um emprego, somos imersos em culturas nada saudáveis, e sentimos que a melhor saída é revidar, ou até mesmo se isolar do restante do grupo. Porém devemos manter em mente a pergunta:


“Eu prefiro ser um agente do caos ou da mudança?”


Se você possui condições de enxergar o cenário total e perceber seu desequilíbrio, use essa oportunidade para incentivar uma mudança na cultura da empresa. Contribuirá não só para o seu bem-estar, mas para o daqueles que não tiveram a mesma oportunidade, ou talvez não entendam essa necessidade ainda.

Devemos sempre buscar quebrar esses ciclos viciosos dentro de nossas relações, seja entre amigos, parentes, colegas ou conhecidos. É essencial percebermos o impacto de nossas falas e ações sobre os outros, e agirmos com responsabilidade, só a partir do respeito conseguiremos criar uma cultura de saúde mental dentro de nossas relações.



Abaixo selecionamos algumas dicas para o enfretamento de desafios da saúde mental, recomendadas pela Fiocruz:


• Reconhecer e acolher seus receios e medos, procurando pessoas de confiança para conversar;

• Retomar estratégias e ferramentas de cuidado que tenha usado em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional;

• Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, entre outros mecanismos que auxiliem a situar o pensamento no momento presente;

• Investir e estimular ações compartilhadas de cuidado, evocando a sensação de pertença social (como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário);

• Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;

• Evitar o uso do tabaco, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções;

• Reduzir o tempo que passa assistindo ou ouvindo coberturas midiáticas;

• Estimular o espírito solidário e incentivar a participação da comunidade.

• Buscar um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para sua estabilização emocional é INDISPENSÁVEL;





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