Afinal, como demitir um funcionário?

É melhor no início do mês ou no fim? É melhor de manhã? Que momento ficaria mais "correto"? Essas e outras questões enchem a cabeça dos profissionais de RH e dividem opiniões.


Muitos profissionais e líderes possuem essas dúvidas, mas será que elas tem fundamento?


Aqui na GP, nossa crença é outra: acreditamos que mais importante do que a demissão, são os processos que a antecedem, e que inclusive poderiam evitá-la se bem reproduzidos. Antes de uma demissão se concretizar, são muitas as burocracias a serem seguidas para que tudo fique dentro nos conformes, mas a principal deveria ser: O RH NÃO é inimigo do trabalhador, e sim facilitador de processos.

Quer entender? Segue o fio.



O feedback vem antes!


Antes de tudo, você deve ser responsável com suas demissões, isso significa que você não pode pegar o profissional de surpresa com a sua decisão.

Há não ser que possua motivos além dos comportamentais, como, por exemplo, redução demão de obra em massa, falência da empresa ou etc., o trabalhador deve sempre ser notificado, com antecedência, acerca de comportamentos que possivelmente acarretarão em sua demissão.

Despedir um profissional que possui boas avaliações, metas cumpridas, e que acredita estar crescendo dentro da empresa, só revela uma coisa: uma empresa desestruturada, que não possui um processo sólido de incentivo aos colaboradores para que possam alinhar suas performances com as expectativas da empresa.



Quais são suas expectativas? Elas são nítidas?


Seus funcionários sabem o que você espera deles? Você possui um plano de melhoria para contornar comportamentos falhos?

Um plano de desempenho, ou PIP, é uma ferramenta que auxilia o funcionário com problemas comportamentais ou de performance, a ter uma oportunidade de sucesso. Pode ser usado tanto para lidar com falhas de cumprimento de metas e objetivos, ou para trabalhar e aliviar as questões relacionadas ao comportamento.

O PIP permite que o colaborador enxergue sua real situação dentro da empresa, e é apenas um dos vários processos que auxiliam colaboradores a alinharem suas tarefas com as expectativas do líder. Assim, dando a chance de reverter a situação de quase demissão, ou talvez até encontrar novas alternativas como transferência de setor, rescisão ou etc. Bons profissionais não precisam ser desligados, podem ser adaptados, sem desperdício de talentos.



E você líder, qual seu papel?


Você é o responsável por definir expectativas, alinhas metas e planejar melhorias. Seu trabalho é garantir o melhor desempenho dos colaboradores em suas tarefas.

Realizar uma demissão, na verdade, é um processo muito fácil: é só encaminhar o pedido para o RH, e pronto, está feito! Agora, ser catalisador de melhorias para um profissional que não está nos eixos, é uma tarefa que exige muito esforço e dedicação, além de um líder bem preparado.

É necessário olho no olho, conversa, feedbacks, planos de ação, e diversas outras estratégias para que quando a demissão surgir como uma opção, que surja como a última, quando se esgotarem as alternativas de mudança.

Ser líder dá trabalho, e não há como fugir disso. Não é para aqueles que desejam o cargo pelo nome, ou pelas bonificações, pelo ego etc., mas sim para quem, como nós, é apaixonado pelas pessoas. É estar disposto a correr pelo outro e vibrar por suas vitórias. É cansativo, exige muita responsabilidade, porém sempre vale a pena.

Agora, caso você líder foque, estude e aprimore seus processos, junte-os com muito impulso e vontade de evoluir, provavelmente nem precisará desligar ninguém. Mas caso precise, saberá que fez tudo ao seu alcance para evitar uma demissão.


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@gptemporarios


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